domingo, 21 de setembro de 2025

 Dear readers,

Yesterday I showed my students a documentary about the work of Manoel de Barros and, while (re)watching it, I began to notice the similarities between him and Sérgio Medeiros. Both work with simplicity and spontaneity, allowing poetry to reveal to the reader the purest form of its essence: art. Neither Barros nor Medeiros is bound by rigid concepts or the need for verisimilitude. What they do is draw from nature and human experience as raw material to transform into poetry—whether in words or in lines.

Manoel de Barros rescues childhood memories that unfold into free verses, without rhyme or meter, unconcerned with form, yet filled with the tenderness of words. Sérgio Medeiros, in turn, creates drawings and poems that engage in dialogue with nature and the Indigenous universe, revealing subtle perceptions of cultures so often silenced.

If Barros finds in the Pantanal a fertile territory for his imagination, Medeiros projects onto paper images that expand our perception of the world. Both, in their own way, invite us to look at the simple with more delicacy and to recognize the poetry hidden in everyday life.

After all, the greatness of art may lie precisely in what seems small: in the memory of a childhood, in the delicacy of a line, or in a word that is born unpretentiously yet touches us deeply.


"um rio quando está dando em peixes ele me coisa, ele me rã, ele me árvore" ( BARROS, O livro das Ignorãças. 1993).


Image taken from the book" Dicionário de Hieróglifos

Source: MEDEIROS, 2020, p.36


Image taken from the book" Dicionário de Hieróglifos

Source: MEDEIROS, 2020, p.17

domingo, 14 de setembro de 2025

Manoel de Barros e Sérgio Medeiros: a poesia da simplicidade

Caros leitores,

Ontem apresentei a meus estudantes um documentário sobre a obra de Manoel de Barros e, enquanto o (re)assistia, comecei a perceber as semelhanças entre ele e Sérgio Medeiros. Ambos trabalham com a simplicidade e o espontâneo, permitindo que a poesia revele ao leitor o mais puro de sua essência: a arte. Nem Barros nem Medeiros se prendem a conceitos rígidos ou à necessidade de verossimilhança. O que fazem é extrair da natureza e da experiência humana matéria-prima para transformá-la em poesia — seja em palavras ou em traços.

Manoel de Barros resgata na infância lembranças que se desdobram em versos livres, sem rima ou métrica, sem preocupação com a forma, mas plenos da singeleza das palavras. Sérgio Medeiros, por sua vez, compõe desenhos e poemas que dialogam com a natureza e com o universo indígena, revelando percepções sutis de culturas muitas vezes silenciadas.

Se Barros encontra no Pantanal um território fértil para sua imaginação, Medeiros projeta no papel imagens que ampliam nossa percepção do mundo. Ambos, à sua maneira, nos convidam a olhar o simples com mais delicadeza e a reconhecer a poesia escondida no cotidiano.

Afinal, a grandeza da arte pode residir justamente no que parece pequeno: na memória de uma infância, na delicadeza de um traço ou na palavra que nasce despretensiosa, mas nos atravessa profundamente:


"um rio quando está dando em peixes ele me coisa, ele me rã, ele me árvore" ( BARROS, O livro das Ignorãças. 1993).


Imagem retirada do livro Dicionário de Hieróglifos

Fonte: MEDEIROS, 2020, p.36


Imagem retirada do livro Dicionário de Hieróglifos

Fonte: MEDEIROS, 2020, p.17



terça-feira, 12 de agosto de 2025

 

Hello, readers!

In 2023, I defended my doctoral dissertation titled The Wild Poetics of Sérgio Medeiros. By personal choice, the full version of the dissertation was not published in the university library, as I intended to release it as a book.

Since this publishing project has not yet materialized, I have decided to make the full text available online, so that researchers, students, and readers interested in the work of the poet Sérgio Medeiros can access the content.

You can access and read the full dissertation through the link below:

👉 [Click here to access the dissertation A Poética Selvagem de Sérgio Medeiros

Thank you for your interest, and I wish you a great read!

Best regards,

Sirley Rojas

quinta-feira, 22 de maio de 2025

Leitura da Tese: A Poética Selvagem de Sérgio Medeiros

Olá, leitores!

Em 2023, defendi minha tese de doutorado intitulada A Poética Selvagem de Sérgio Medeiros. Por decisão própria, a versão integral da tese não foi publicada na biblioteca da universidade, pois eu tinha a intenção de lançá-la como livro.

Como até o momento esse projeto editorial ainda não se concretizou, decidi disponibilizar o texto completo online, para que pesquisadores, estudantes e leitores interessados na obra do poeta Sérgio Medeiros possam ter acesso ao conteúdo.

Você pode acessar e ler a tese completa por meio do link abaixo:

👉 Clique aqui para acessar a tese A Poética Selvagem de Sérgio Medeiros

Agradeço o interesse e desejo uma boa leitura!

Abraços,

Sirley Rojas

sexta-feira, 28 de março de 2025




 Durante meu mestrado, aprofundei meus estudos no livro "O Século da Canção", de Luiz Tatit. Aprofundando-me nos processos de composição descritos por Tatit, fiquei bastante empolgada e decidi aplicá-los na prática. Com isso, comecei a compor músicas para testar as abordagens mencionadas pelo autor. O resultado de todo esse processo levou à criação de várias obras, incluindo a música "Felicidade", que compartilho com vocês agora.

sexta-feira, 14 de março de 2025


 

"Maria de Verdade" de Carlinhos Brown: Uma Análise Musical Profunda 🎶

Você já parou para ouvir com atenção a canção "Maria de Verdade" de Carlinhos Brown? Se não, prepare-se para uma viagem emocional e sonora única! Neste vídeo exclusivo, vamos explorar o que torna essa música tão especial. Entre ritmos envolventes, letras poéticas e uma performance impecável, Carlinhos Brown nos transporta para um universo onde a música e a poesia se encontram em sua forma mais pura.

A canção, que se destaca pelo seu ritmo contagiante e melodia sofisticada, não é apenas uma homenagem a uma mulher chamada Maria, mas também uma reflexão sobre a luta, o amor e a força feminina. Brown consegue, com maestria, mesclar sua identidade musical única com uma mensagem poderosa, capaz de emocionar e engajar a todos.

Aperte o play e acompanhe nossa análise detalhada sobre como a música foi construída, quais influências moldaram essa obra e como ela se conecta com temas atuais de nossa sociedade. Prepare-se para ver "Maria de Verdade" sob uma nova perspectiva!

Não perca! 🎥👇

segunda-feira, 10 de março de 2025


 Homenagem Especial no Mês das Mulheres: "Maria de Verdade" de Carlinhos Brown

Queridos leitores,

Em celebração ao mês das mulheres, preparei uma homenagem muito especial para todas as mulheres incríveis que fazem do mundo um lugar mais forte e bonito! 🌸

Gravei um vídeo com uma mensagem emocionada, que já está disponível no meu Instagram @sirleyrojas2 e no Facebook, sob o nome Sirley Rojas. A mensagem que compartilho é dedicada a todas as Marias:

"Parabéns a todas as Marias! Maria bonita, Maria guerreira, Maria amada! Maria que luta dia a dia pela sua existência!" 💪❤️

A canção que acompanha este vídeo é a emocionante "Maria de Verdade", de Carlinhos Brown, que ficou conhecida pela interpretação poderosa de Marisa Monte. Uma música que traduz com beleza e emoção a força e a essência feminina.

Na próxima postagem, farei uma análise especial sobre como a letra e a melodia dessa canção se entrelaçam para criar uma obra tão tocante. Fique ligado(a)!

segunda-feira, 10 de junho de 2024

    

             Dicionário de Hieróglifos de Sérgio Medeiros

        O poeta Sérgio Medeiros é natural de Bela Vista, cidade de Mato Grosso do Sul, que fica na fronteira entre Brasil e Paraguai. Suas obras evidenciam a cultura ameríndia e questionam os limites entre humanos e não humanos, a partir de traços, palavras e imagens. A poética de Sérgio Medeiros, mesmo com a possibilidade de ser lida à luz dos pressupostos postulados pela ecocrítica, apresenta aspectos singulares que vão além de uma leitura mais tradicional dessa corrente teórico-metodológica. Essa singularidade se constitui na conjunção que o poeta faz da tradição indígena, ecológica e ambiental a experimentalismos formais, como a escrita assêmica, a fim de tensionar categorias como humano, animal e vegetal. Uma obra povoada por muitos seres e espécies diversos, enfim, cruzamentos que permitem orientações conceituais em muitas direções.

Em Dicionário de Hieróglifos, a sensibilidade outra de Sérgio Medeiros no pelos viventes não humanos continua aflorando e/ou germinando. O protagonista desse singular dicionário é um rio, o rio Apa, que abraça sua cidade natal, Bela Vista.  A relevância desse rio, cujo nome é um palíndromo, ou seja, pode ser lido da esquerda para a direita ou vice-versa, um nome poético que para o autor se transforma em 72 páginas de poemas visuais acrescidos por um dissílabo repetido em todo o livro, o qual indaga o que vem primeiro: se a letra ou o hieróglifo. O livro foi publicado no blog do poeta, cuja postagem aconteceu em 25 de abril de 2020. Ao lado do livro, há a seguinte nota explicativa:

Este livro de poesia visual é o catálogo de uma exposição e também a galeria virtual do poeta e artista Sérgio Medeiros. Nas 72 imagens que cobrem as "paredes" desta galeria, o dissílabo "apa" aparece caligrafado de várias formas e prenuncia duas grandes palavras: "aparecer" e "desaparecer", que nunca são escritas. Linhas horizontais, cortadas por uma linha vertical, compõem o hieróglifo fundador que serve de suporte para as letras e para outros hieróglifos: é a imagem do curso e das ondas do Apa, um rio dos confins do Brasil (2020, n.p.). 

O dissílabo “apa” aparece de diversas formas nesse livro-poema-imagem de Medeiros. Aliás, ele é o livro. Usando o referido dissílabo, o poeta coloca em evidência a formação de palavras, já que com o acréscimo de sufixos e prefixos apa forma os vocábulos aparecer e desaparecer (velar e des-velar) e, embora esses termos não estejam visíveis para leitura no livro-poema-imagem, tanto o dissílabo “apa” e o nome próprio “Apa” aparecem e desaparecem reiteradas vezes:

 



Fonte: MEDEIROS, 2020, p.36

É possível saber mais sobre essa obra lendo o artigo “Dicionário de Hieróglifos: as cores representando a memória da fronteira” disponível em https://www.academia.edu/80778343/Dicion%C3%A1rio_de_Hier%C3%B3glifos_as_cores_representando_a_mem%C3%B3ria_da_fronteira

 

segunda-feira, 27 de maio de 2024

 Bom dia pessoal tudo bem?

 Hoje resolvi falar um pouco mais sobre um artigo meu que foi publicado na revista Miscelanea da Unesp. Neste artigo eu falei um pouco sobre poemas de Waly Salomão musicados por Jards Macalé e por Adriana Calcanhoto. Nele analisei as canções Vapor Barato e Pista de Dança, busquei por meio da relação entre música e poesia, ressaltar suas semelhanças, tensões e diferenças, dadas as mudanças culturais ocorridas entre as décadas de 1960/70 e a atual. Utilizei como suporte teórico, principalmente, os trabalhos de Solange Ribeiro de Oliveira, José Miguel Wisnik e Luiz Tatit. Para isso, fiz uma análise do tropicalismo, procurando compreender a inserção de Waly Salomão nesse movimento, por meio dos estudos de Haroldo de Campos, Augusto de Campos, Heloísa Buarque de Hollanda, dentre outros. Segue o link do artigo para quem tiver interesse em lê-lo na íntegra <  https://www.academia.edu/76270914/Entre_a_Letra_e_a_Melodia>.


Essa relação de letra e melodia que me debrucei no artigo citado acima e também em minha tese de mestrado foram bastante discutidas na palestra show que o poeta e cantor Arnaldo Antunes fez recentemente na UFMS. Quem teve a oportunidade de participar pode ouvir Arnaldo Antunes falar sobre essa relação e como ela é complexa, porque ao mesmo tempo em que as duas linguagens, a canção e a poesia, se aproximam, também se distanciam. A letra da canção é praticamente um poema e o poema possui musicalidade em sua letra, logo as duas artes divergem e convergem, ao passo em que são linguagens distintas


. Estudar a relação das duas é algo que busco desde o mestrado e recentemente mantenho essa pesquisa tanto com a produção de artigos como por meio de pesquisas realizadas no IFMS onde sou docente. Em breve trarei
um pouco mais sobre esse trabalho com a música e a poesia.


segunda-feira, 20 de maio de 2024


Babilaques,experimentações de Waly Salomão

 As experimentaçõesões de Waly Salomão, em especial os Babilaques, são vistas por alguns críticos como únicas na poesia brasileira, como para o artista plástico Luciano Figueiredo (curador da exposição dos Babilaques no Rio de Janeiro em agosto de 2007 e em São Paulo em julho de 2008), que vê essa inovação criativa de Salomão, para a arte brasileira, como os Calligrammes de Apollinaire. Após a exposição Waly Salomão: Babilaques - Alguns Cristais Clivados, que aconteceu no Rio de Janeiro no ano de 2007, foi lançado um catálogo com as 90 fotos expostas e com textos de artistas falando sobre os babilaques.

Série Contrutivista Tabareu, fotografada por Marta Braga (RJ,1977). Fonte:http://walysalomao.com.br/?page_id=14. Acesso em: 16 de jan. de 2009.



Série Amalgâmicas, fotografada por Marta Braga e Santo Graalfico, também fotografada por Marta Braga (RJ 1976). Fonte: http://walysalomao.com.br/?page_id=14. Acesso em: 16 de jan. de 2009.



quinta-feira, 16 de maio de 2024

A Poética Selvagem de Sérgio Medeiros




 Em 13 de julho de 2023 eu defendi minha tese de doutorado "A poética selvagem de Sérgio Medeiros" que vai buscar trazer para o leitor um pouco sobre desse poeta que alia uma simplicidade na apresentação e uma complexidade de compreensão, segue um pouco mais no resumo de minha tese:

O poeta Sérgio Medeiros é natural de Bela Vista, cidade de Mato Grosso do Sul, que fica na fronteira entre Brasil e Paraguai. Suas obras evidenciam a cultura ameríndia[1] e questionam os limites entre humanos e não humanos, a partir de traços, palavras e imagens.[2] A poética de Sérgio Medeiros, mesmo com a possibilidade de ser lida à luz dos pressupostos postulados pela ecocrítica, apresenta aspectos singulares que vão além de uma leitura mais tradicional dessa corrente teórico-metodológica. Essa singularidade se constitui na conjunção que o poeta faz da tradição indígena, ecológica e ambiental a experimentalismos formais, como a escrita assêmica, a fim de tensionar categorias como humano, animal e vegetal. Uma obra povoada por muitos seres e espécies diversos, enfim, cruzamentos que permitem orientações conceituais em muitas direções. Para esta pesquisa, vamos nos valer dos estudos da ecocrítica, do pensamento vegetal, do animismo, do perspectivismo ameríndio e da sabedoria de povos originários para partilhar conosco a leitura da poética visual de Sérgio Medeiros. Interessa-nos as produções em livros físicos, bem como as realizadas no blog do poeta


[1] Utilizei, no decorrer da Tese, a denominação ameríndio(a) por dialogar com as proposições teóricas de Viveiros de Castro, que faz uso de tal terminologia, embora esteja ciente de que alguns teóricos entendem que esse termo não é o mais apropriado para discutir as questões ligadas aos povos originários, tanto que alguns optam por usar perspectivismo indígena.

[2] A capa desta tese é o poema visual de Sérgio Medeiros – “A Memória das folhas”. Nossa inspiração se deu a partir do número 31 da revista Criação & Crítica da USP, que traz a obra de Sérgio Medeiros – “Massa nebulosa: homenagem a L. Wittgenstein.” A capa da revista poder ser acessada em: https://www.revistas.usp.br/criacaoecritica/issue/archive.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2023



Poema audio - visual - Breve Constatação

Depois de algum tempo sem postar resolvi colocar um pouco mais sobre o meu trabalho com poesia e canção. Compartilho com todos um poema que foi musicado e é intitulado Breve Constatação, vocês vão o encontrar no youtube, palco mp3, vagalume e cifraclube. Inicialmente veio o poema, mas com o intuito de completar o seu sentido e criar uma arte mais integral, a fim de tirar o poema do papel, bem ao estilo Waly Salomão, acresci a letra à melodia e saiu essa composição audio-visual, espero que apreciem!

BREVE CONSTATAÇÃO Vidas são tão banais e a juventude quer algo mais Vidas são tão constante todos querem um lugar Olhos são tão mortais... sempre em busca a procura..... E o ser não está contente E o ser não está presente Nos momentos primordiais Nos momentos tão importantes Que vão como um simples papel vem e atravessa o vento (Bis) Como são relevantes Os mais singelos instantes Inconstância do não saber Do que buscar e não querer Do bem querer Que se encontra Durante a busca a procura..... E o ser não está contente E o ser não está presente Nos momentos primordiais Nos momentos tão importantes Que vão como um simples papel voa através do vento


28

plays






https://www.palcomp3.com.br/sirleyrojas/breve-constatacao/ 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018


Tempo

Tempo tempo
Muito tempo
Voa o tempo
E eu aprendendo
Como fazer uma construção
Tempo tempo
Muito tempo
Vai o tempo
E eu desaprendo
A viver sem ilusão
Tempo tempo
Muito tempo
Quem dera parasse
Na rima da perfeição.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Falando sobre poesia

Bom dia, após mais de dois anos sem postar nenhuma publicação resolvi voltar a escrever !!!!

Levando em consideração que um blogg é um gênero textual que vem do antigo diário vou falar, agora, além de Waly Salomão e de outros grandes artistas da poesia e da canção, um pouco sobre minhas produções e vou cumprir o prometido e colocar poemas e canções inéditas! 

Vou começar com um poema, na verdade uma canção, mas por enquanto postarei apenas a letra. Essa obra recebeu o mesmo nome deste blog e cheguei a tal composiçãi pensando justamente em um dos mais belos poemas do grande poeta ( meu objeto de estudo) do qual já falei bastante: Waly Salomão, ao pensar em a Fábrica do Poema pensei como alguém tão brilhantemente chegou a essa grande obra metalinguística que "sonha o poema de arquitetura ideal". Então ao pensar em meus sonhos, pensei em duas grandes paixões: Poesia e Canção. Muito mais singelo do que a obra de Salomão musicado por Adriana Calcanhoto, segue o poema de minha autoria:


Poema e canção
(Sirley Rojas)

Poema e canção sempre quis foi assim
que eu tentei te dizer.
Essa versão não é tudo enfim
que tentei fazer pra você.
Segui teus passos
pra te entender.
Teu voo é alto
pouso é você.
Janela aberta
pra te espiar.
Certeza incerta
fácil notar!
Poema perfeito!
Melodia ideal!
Busquei várias formas assim.
Esta canção não é tudo enfim

Que tentei fazer pra você!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Bom dia,

Como disse na última postagem falarei um pouco mais sobre os Babilaque do poeta Waly Salomão. Babilaques são obras produzidas com vários materais como: fotografia, luz, ângulo, corte, recorte, dentre outros. Por isso Salomão não os quis limitar ao campo da poesia visual e os denominou de Babilaques. O poeta possuía um caderno manuscrito com algumas obras que eram colocadas em locais inusitados  como: asfalto, garrafas, mangueira, etc., e a sua esposa Marta Braga tirava fotos. Essas obras começaram a ser produzidas na década de 70, mas só foram expostas em 2008 e 2009  em duas exposições feitas em São Paulo e no Rio de Janeiro.





Para facilitar a compreensão postarei algumas imagens dos Babilaques.

domingo, 10 de julho de 2011

Vapor Barato

Waly Salomão

Bom dia,

Nesta minha primeira postagem vou falar um pouco sobre o poeta que foi meu objeto de estudo no mestrado, Waly Salomão. Baiano de Jequié, Waly Salomão além de poeta foi também produtor musical, secretário do ministério da cultura, atuou em filme além de fazer parceria em composições musicais com vários cantores da MPB, dentre eles: Caetano Veloso, Gilberto Gil e Adriana Calcanhoto. Vou postar aqui um pouco sobre a obra deste talentoso e irreverente poeta, que tinha como intuito levar a poesia para um grande número de pessoas.